Lendo Ortega y Gasset no Real Gabinete, meio sem rumo. A idéia de geração em “O tema do nosso tempo” reflete uma preocupação própria do tempo do filósofo, principalmente no que se refere à importância adquirida pelo cartesianismo e o pensamento científico na virada do XIX para o XX. Ou seja, é uma crítica ao racionalismo, própria das discussões filosóficas e epistemológicas relacionadas à pós-modernidade. Ainda não sei como pensar tais categorias para a minha pesquisa, ou para a literatura que a informa.
Estou cansado. Vou para a casa ler minhas fontes.
Começando a fichar a defesa de Francisco de Paula Cavalcante e Albuquerque. Parece bem mais interessante do que a de João Luís Freire, até pela posição social mais elevada. Reflete mais explicitamente as concepções de sociedade em voga no período. Uma interessante reflexão sobre o papel da educação na constituição do homem. Muitas referências à razão e a natureza e uma passagem sobre a relativização dos julgamentos morais de acordo com as circunstâncias (“pois que o bem e o mal é mais relativo que o absoluto; e o que debaixo de um ponto de vista classifica-se entre os crimes debaixo de outro remonta a virtude.”) Não sei, mas tem algo me dizendo que devo voltar aquelas obras sobre dissimulação honesta do Seiscentos. Na defesa do Luís Francisco de Paula Cavalcanti, o Aragão também fala em dissimulação. Será um bom caminho para pensar uma proposta de comunicação para o colóquio dos Maquiavelismos?
Na quarta, vou pegar os materiais de Latim e Grego com o Jean. Enquanto isso, o Google tem sido uma santa ferramenta. Outro dia, descobri a tradução de uma frase e um erro de autoria (Aragão atribuía a frase a Plautus, mas segundo os artigos do Google, é de Terêncio. Ainda não sei o que fazer com isso...); e hoje, a tradução de uma frase que vinha sem referência de autor. Era de Horácio. Quando eu começar a aprender latim, isso vai ficar mais divertido.
Vou voltar às defesas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário