Enfim voltando aos estudos, gradualmente, após alguns dias de puro desânimo. Estou lendo a defesa de Luís Francisco de Paula Cavalcante, o terceiro dos Cavalcante de maior representação em Pernambuco. Como esperava, a melhor defesa, a mais densa de exemplos, de argumentos próprios de tradição do pensamento político católico e ibérico. Destaque-se a rica presença dos argumentos em torno da dissimulação honesta, utilizada na justificação dos “fatos” dos Réus em uma situação extraordinária, ou seja, a rebelião, em nome da Restauração dos Estandartes Reais. Cabe destacar a consideração do mundo da política como um mundo moralmente imperfeito.
De mais, a política em regra sofre, e admite falsidades úteis, para evitar males de maior monta, certo é que o ideal da veracidade só se encontra na Utopia ou na República dos Severambes [Referente aos lugares imaginários das obras políticas do Thomas Morus e Vairasse d’Allais] (DH, CIX, p.60)
Infelizmente, faltam referências diretas, nomes de autores, obras, o que torna mais desafiante a empresa do historiador das linguagens políticas. Em breve colocarei as citações mais interessantes.
Boas notícias. Meu orientador olhou as fichas dos letrados que lhe enviei e indicou-me umas pistas sobre onde encontrar mais informações sobre eles. Se não der para ir à Bahia (embora com algum risco, espero que possa fazer isso). Meu grande amigo Vinnie está no Brasil, ótimo para me colocar novamente nos eixos.
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